O colossal saque dos europeus aos bens da América indígena:a base do capitalismo

Este texto fez se sentir em mim, africano, como se fosse minha propria reivindicação. Esse sentimento nao foi a toa afinal tal sentimento esta justificado pelo simples fato de tambem a africa banta ter sido igualmente saqueada. Por usso nao poderia chegar a outra conclusao senao a de que Evo Morales nao somente faliu pelo povo da America indigena mas por todo o terceiro mundo, que durante a epoca dos “descobrimentos” foi vitima da ganancia sanguinaria das potencias europeias!!

Leonardo Boff

A 26 de julho de 2013 Evo Morales Ayma, presidente do estado plurinacional da Bolívia pronunciou um discurso estarrecedor diante dos poderosos europeus, chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia e outros sobre a dívida que eles, os europeus, contrairam sem nunca terem pago um centavo sequer com a América indígena mediante um espantoso saque de sua riqueza:185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata entre os anos 1503-1600. Sabemos pelos historiadores que essa surripiada riqueza indígena serviu de base para a introdução e consolidação do sistema capitalista europeu e do bem estar que puderam propiciar a suas populações. Sempre à custa da expoliação dos bens naturais destas terras conquistadas, além do ouro e da prata, as madeiras, o açucar, o fumo, os corantes entre outros  bens. Essa dívida nunca foi reconhecida. E o discurso sereno e humilde de Evo Morales que calou fundo…

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El Cristo cósmico: una espiritualidad del universo

fenomenal

Leonardo Boff

Una de las búsquedas más persistentes entre los científicos que vienen generalmente de las ciencias de la Tierra y de la vida es la de la unidad del Todo. Dicen: «debemos identificar la fórmula que explica todo y así captaremos la mente de Dios». Esta búsqueda tiene como nombre “la Teoría de la Gran Unificación” o “la Teoría Cuántica de los Campos”, o por el pomposo nombre de “La Teoría de Todo”. Por más esfuerzos que hayan hecho todos acaban frustrándose o como el gran matemático Stephen Hawking, abandonando, por imposible, esta pretensión. El universo es por demás complejo para ser aprehendido por una única fórmula.

Sin embargo, investigando sobre las partículas subatómicas, más de cien, y las energías primordiales, se ha llegado a percibir que todas ellas remiten al llamado «vacío cuántico» que de vacío no tiene nada porque es la plenitud de todas las potencialidades. De ese Fondo…

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o ideal de sociedade platonico-aristotelico

Platão
Platão é autor de vasta obra filosófica, porém toda a sua obra é norteada sobre a chamada teoria das ideias, isto é, o mundo está repartido em dois planos um o ideal( o das ideias) e o mundo das sombras, no qual se reflecte o mundo ideal, por isso, para Platão, o nosso mundo, não passa de reflexo ou repetição do que já existiu sobre o mundo ideal. O homem por possuir corpo e alma pertenceria aos dois mundos, porem a alma goza de primazia sobre o corpo pois a alma é anterior ao corpo, e antes de aprisionar-se nele, pertenceu ao mundo das ideias.
A reflexão sobre a ordem social é feita em Platão na sua obra a república. Aqui Platão fundamentalmente questiona-se sobre a sociedade ideal e dos mecanismos que possam conduzir a polis a constituir uma sociedade justa.
Tal sociedade é constituída por três classes (os governantes, os guardiões, os artesãos), cada membro da sociedade pertence a cada uma destas classes de acordo com as suas aptidões. Cabe a educação determinar, ou apurar as aptidões de cada indivíduo. Tal aptidão é reflexo do tipo de alma que cada um tem, uma vez que a alma tem três dimensões (alma racional, irascível e concupiscente). Apesar de todos os homens terem estas três dimensões, só pela educação é que se poderá determinar o tipo de alma que predomina mais sobre cada um.
Nesta ordem de ideias, a alma concupiscível, movida por desejos e apetites corresponderia aos artesãos ou trabalhadores (a classe mais baixa da polis) a alma irascível movida pela coragem corresponderia aos guardiães (classe intermediária) e a alma racional distinta das outras por ser movida unicamente pela razão corresponderia a classe dos governantes (classe superior).
Para o nosso contexto, quando abordamos a questão da justiça subsiste a ideia da equilibrada distribuição de bens sobre os membros da sociedade. Todavia, para Platão justiça corresponde a necessidade de que cada um reconheça o seu lugar na sociedade segundo a sua própria natureza, não ocupando o lugar que não lhe corresponde. É só admitindo este conceito de justiça que Platão acredita que a sociedade pode ser considerada bem organizada.
Em síntese podemos afirmar que o ideal de sociedade em Platão não tem como intenção abolir o sistema de classes, já existentes na polis, mas sim reformulá-lo tendo em conta a natureza de cada elemento da mesma polis, e nesse sentido a educação desempenha um papel muito importante pois ela é o ponto de partida para o estabelecimento da natureza de cada um. Mas também devemos perceber que apesar de bem elaborada ela tem limitações pois a polis ideal de Platão não contempla as crianças (que pertencem ao estado e não aos seus progenitores) as mulheres (vistas como meros instrumentos de procriação e educação inicial dos filhos) e muito menos os escravos e estrangeiros (chamados metecos). Cabe ao filósofo exercer a função de rei por este se movido pela sabedoria e servir se e guiar se simplesmente pela razão no seu quotidiano, só por ele é que era possível governar correctamente a polis.
Aristóteles
Se com Platão a filosofia já havia alcançado extraordinário nível conceitual, pode-se afirmar que Aristóteles, pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que actuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco, foi o primeiro pesquisador científico no sentido actual do termo.
Dotado de logos, “palavra”, isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma polis, a “cidade” enquanto sociedade política. A cidade precede assim a família, e até o indivíduo, porque responde a um impulso natural. Dos meios sobre os quais o homem pode se encontrar, a família, a tribo, a polis, só esta última constitui uma sociedade perfeita, pois a polis é o fim e a causa final da associação humana. Os pressupostos de uma sociedade bem ordenada são expostos em Aristóteles nas suas obras a política e na ética a Nicómaco (livros VIII e IX).
A argumentação de Aristóteles em relação a possibilidade de uma sociedade bem ordenada parte do pressuposto de que toda a acção humana dentro da polis concorre sempre para o bem, e o somatório do bem a que cada um busca deve tender de forma conjunta a um supremo bem, que seria a meta de toda a polis, tal supremo bem corresponde a felicidade.
Neste sentido, cabe a cada um na sua interacção com o seu semelhante encontrar a melhor forma de alcançar a felicidade, necessária para a harmonia social. O caminho para o alcance da felicidade passa necessariamente pelo amor que cada um tem, de tal amor deve brotar a amizade ao seu semelhante.
Ora, Aristóteles distingue três formas de amizade nomeadamente, a amizade por utilidade, amizade por interesse e a amizade pelo bem do outro. A primeira forma de amizade é estabelecido entre duas pessoas tendo como base as vantagens que cada um tira de tal relacionamento; na segunda forma de amizade nem sempre está explícito o estabelecimento de tal relação ou pode dar se o caso de o interesse estar apenas em uma das pessoas, isto é neste tipo de amizade a troca de favores pode não ser recíproca e por isso as vantagens podem ser alcançadas as vezes por um dos que participa de tal amizade, na terceira forma de amizade a interacção entre as pessoas é movida unicamente pelo interesse em salvaguardar o bem-estar do amigo, sem esperar nada em troca, um aspecto distintivo deste tipo de amizade é o facto de os amigos serem, segundo Aristóteles, pessoas do mesmo nível (em termos de virtude).
Pela forma como se caracterizam Aristóteles defende que existem duas espécies de amizade: umas más (por utilidade e por interesse) e outras boas (pelo bem estar do outro). De todas estas formas de amizades a mais baixa 8 se quisermos a mais desprezível) de todas é a amizade por interesse, pois nesta esta é claramente movida por interesses mercantis ou de mero lucro e, pelo contrário a mais perfeita de todas as amizades é a amizade pelo bem-estar do outro pois é movida simplesmente pelo desejo de ver o bem-estar do outro sem se esperar ganhos ou retorno da pessoa amada.
Para Aristóteles os regimes políticos caracterizam-se pela solução que oferecem às relações entre a parte e o todo na comunidade. Há três formas boas: monarquia, aristocracia e democracia (um compromisso entre a democracia e a oligarquia, mas que tende à primeira). À monarquia interessa basicamente a unidade da polis; à aristocracia, seu aprimoramento; à democracia, a liberdade. O regime perfeito integrará as vantagens dessas três formas, rejeitando as deformações de cada uma: tirania, oligarquia e demagogia. A relação unidade-pluralidade aparece, ainda, sob outro aspecto: o da lei e da concórdia como processos complementares.
Em síntese podemos afirmar que para Aristóteles o homem não pode ser percebido fora da polis pois constituindo sociedade e interagindo com o seu semelhante é que o homem tem a possibilidade de satisfazer as suas necessidades que concorrem para a sua sobrevivência e aperfeiçoamento, que o levarão ao alcance da felicidade, querida por toda a sua sociedade. Mas também para Aristóteles a ordem social só pode ser alcançada tendo como pressuposto a amizade entre os homens.